1. Aula introdutória de apresentação
1h30 aula ao vivo
2. Supervisão
13h30 supervisão ao vivo
A supervisão, também chamada de controle, é, desde o nascimento da psicanálise, um dos pilares fundamentais da prática analítica. É fácil demonstrar que a/ê/o psicanalista não pode, de forma alguma, abrir mão dessa prática. Esse pilar, como sabemos, articula-se com a análise pessoal e com a formação contínua da/dê/do clínica/que/co. Nesta formação, propomos às/aês/aos estudantes viver essa experiência no contexto de um pequeno grupo. Essa prática, é claro, não substitui a supervisão individual, mas constitui uma modalidade rica e fecunda, que existe desde Freud. Cada estudante fará parte de um grupo que se reunirá uma vez por mês. Em cada encontro, um/a/e/ das/ês/os membras/es/os apresentará uma situação clínica que servirá de base para a sessão de supervisão. Cada grupo será acompanhado por um/a/e professor/a/e ou membra/e/o do IIP, que atuará como supervisora/e/o.
3. Pesquisa
13h30 encontro de pesquisa
No IIP, consideramos a atividade de pesquisa como fundamental para a prática psicanalítica. Cada um/a/e, a partir do seu lugar, pode e deve participar, à sua maneira e com seu estilo próprio, do avanço da psicanálise por meio dessa atividade. Propomos às/aês/aos estudantes desta formação que participem de um grupo de pesquisa. Esse grupo se reunirá uma vez por mês e será acompanhado por um/a/e professor/a/e ou membra/e/o do IIP. Dentro dessa pequena unidade, cada um/a/e será convidada/e/o a construir uma pergunta de pesquisa própria, que a/ê/o acompanhará ao longo de toda a formação. E cada um/a/e será convidado/a/e a apresentar, dentro desse grupo, o ponto em que se encontra nesse trabalho individual de pesquisa.
Embora essa pesquisa seja individual, ela só pode acontecer inscrita em uma comunidade de trabalho. Essa é a vocação deste tempo de formação.
4. Lacan, de volta para o futuro: implicações do paradigma topológico
12h aulas ao vivo
“Lacan de volta para o futuro” propõe um deslocamento temporal no ensino psicanalítico trazendo para a clínica a atualidade e a ruptura que representa o “último Lacan” e os avanços possíveis a partir dele.
Propomos uma imersão em que se entrelaçam, de forma inédita, os fundamentos da topologia matemática e as exigências teórico-clínicas da psicanálise.
A abordagem do nó borromeano como paradigma de plasticidade psíquica estabelece a base para compreendermos as dinâmicas do Real, do Simbólico e do Imaginário.
A metodologia do curso combina exposições conceituais e análise de casos, integrando rigor matemático e sensibilidade clínica. Dessa forma, as/ês/os participantes aprendem a aplicar a topologia como ferramenta inovadora, aplicando conceitos matemáticos para inaugurar práticas de escuta que consideram a complexidade subjetiva em toda a sua plasticidade.
Professoras/ies/os: Jed Wilson (EUA), Marta Marciano (Brasil) & Mônica Godoy (Brasil)
5. Construção de caso clínico
13h30 aula ao vivo
A construção de caso clínico é uma prática que faz parte do cerne da história da descoberta freudiana. Este curso então se inscreve nessa longa tradição inseparável da própria ética da psicanálise. Neste curso, cada estudante irá apresentar ao seu modo uma situação clínica resultante de sua própria prática analítica, de sua clínica ou de sua experiência de vida. Caberá a ela/elu/ele mostrar e demonstrar a construção possível do caso e dele extrair a própria invenção, entre a estrutura e a singularidade. Esta elaboração clínica será um trabalho individual escrito cujas instruções serão apresentadas durante um tempo de escuta.
Professoras/ies/es: Ceren Korulsan (Turquia), Dany Nobus (Reino Unido), Gabriel Tupinambá (Brasil), Jalil Bennani (Marrocos), Jaque Conceição (Brasil), Jed Wilson (EUA), Marta Marciano (Brasil), Mônica Godoy (Brasil), Nicolas Tajan (França/Japão)
6. Técnica Psicanalítica
13h30 de aulas ao vivo
Para a/ê/o psicanalista, assim como para a/ê/o artista, o problema do método se articula como um discurso sobre a técnica: não um conjunto codificado de procedimentos, mas uma guirlanda viva de questões — os paradoxos fundamentais que cada analista deve enfrentar à sua maneira. Neste seminário, colocaremos a própria psicanálise em questão; como consequência necessária, também seremos colocados em questão. De onde em nosso ser inauguramos a função analítica? Como trazemos uma leitura rigorosa do caso sem violar a singularidade que está no coração de todo tratamento analítico? Por esses caminhos de curiosidade e perplexidade, perseguiremos os problemas éticos e epistemológicos essenciais da prática da arte psicanalítica.
Programa do curso:
- Sobre os inícios
- Manobras dentro da transferência
- Leitura da estrutura
- Sobre a repetição, fantasmática ou não
- O que significa interpretar?
- A questão do tratamento online e híbrido
- Análise de crianças e adolescentes
- Análise de adultos e idosos
- Sobre os finais
Professor: Jed Wilson (EUA)
7. A abertura dos últimos seminários de Lacan
13h30 de aulas ao vivo
Durante várias décadas Jacques Lacan ministrará um ensino, especialmente ao longo de seu seminário. Ele dirá várias vezes: não busca transmitir um conhecimento. Seu seminário é um espaço de dizer de um psicanalista, na posição de analisante.
Lacan fecha seu texto “A psicanálise e seu ensino” com as seguintes palavras: “Qualquer retorno a Freud que materialize um ensino digno desse nome, só se produzirá pela via, por onde a verdade mais oculta se manifesta nas revoluções da cultura. Esta via é a única formação que podemos pretender transmitir a quem nos segue. O nome dela é: um estilo”
Ensino: insignis em latim; o que é marcado com um signo.
De que signo e de qual estilo se trata neste seminário?
Para explorar essas questões, propomo-nos a estudar rigorosamente durante este ano a cada mês a primeira (ou as primeiras) frase(s) de um seminário. Começaremos pelo seminário 21 e continuaremos assim, cronologicamente, até o seminário 27. Esta proposta será, certamente, a oportunidade de traçar um caminho possível no seio deste ensino.
Professor: Benoît Le Bouteiller (França/Brasil)